Por que a PH Run corre pela conscientização sobre o câncer de mama?
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É dessa ideia que parte a 4ª edição da PH Run, que acontece em 24 de outubro, no CERET, no Tatuapé: usar o esporte não apenas como atividade física, mas como uma forma de ocupar espaços, provocar conversas e fazer uma mensagem importante circular.
Neste ano, nossos quilômetros carregam uma causa: A conscientização sobre o câncer de mama.
Afinal, até onde uma corrida pode chegar?
Provavelmente muito além do percurso.
Ela chega quando alguém vê uma camiseta e pergunta o que aquele movimento representa.
Quando uma foto é compartilhada.
Quando uma família conversa sobre o assunto.
Quando uma participante conta por quem decidiu correr.
Quando uma empresa reúne pessoas e usa sua voz para chamar atenção para uma questão importante.
É assim que uma corrida deixa de ser apenas um evento esportivo e passa a funcionar como uma plataforma de mobilização.
É esse alcance que queremos construir com a PH Run.
Visibilidade também importa.
Algumas causas precisam de recursos.
Precisam de instituições atuando diretamente com quem necessita de apoio.
Mas também precisam de algo que todos nós podemos ajudar a ampliar: visibilidade.
Quanto mais uma pauta circula, maiores são as oportunidades de gerar informação, estimular conversas e manter o cuidado com a saúde presente no cotidiano.
É por isso que, nesta edição, a PH Run quer transformar cada participante em parte dessa corrente.
Não é preciso subir em um palco para fazer uma mensagem chegar mais longe.
Às vezes, basta caminhar com ela.
Ou correr.
Um número de peito pode carregar muito mais que um número.
No dia da corrida, cada participante receberá seu número de peito.
Para a cronometragem, ele identifica um corredor.
Mas queremos propor outro significado.
E se aquele número também representasse uma história?
Talvez exista alguém que esteja correndo por uma mulher da própria família.
Alguém que acompanhou uma amiga durante o tratamento.
Alguém que enfrentou a doença.
Ou uma pessoa que não viveu nenhuma dessas experiências, mas escolheu apoiar quem vive.
São histórias diferentes dividindo o mesmo percurso.
E talvez esteja justamente aí uma das maiores forças de colocar tantas pessoas em movimento.
O impacto não precisa terminar na chegada.
Existe também uma dimensão concreta nesse movimento.
10% do valor arrecadado com a PH Run será destinado a uma instituição filantrópica voltada à causa do câncer de mama.
A proposta é fazer com que aquilo que mobilizamos juntos continue seu percurso depois do evento.
Enquanto os participantes ajudam a ampliar a mensagem, parte do valor arrecadado seguirá para quem atua diretamente em torno da causa.
São duas formas diferentes de impacto caminhando juntas: conscientização e contribuição.
E se cada participante alcançar mais uma pessoa?
Existe uma conta que não aparece no cronômetro da PH Run.
Uma pessoa fala com outra.
Essa pessoa compartilha com mais alguém.
Uma publicação chega a uma família.
Uma conversa desperta atenção.
E uma corrida que acontece em um parque no Tatuapé começa a percorrer lugares que nenhum trajeto poderia prever.
É esse tipo de distância que queremos alcançar.
No dia 24 de outubro, vamos medir quilômetros.
Até lá, queremos medir outra coisa:
Quantas pessoas conseguimos colocar em movimento por essa causa?